SEÇÃO: Poesia Amor Erótico
Volúpia
do momento
À
procura do desejo
Encontrei
na mesma mãoA vítima do meu cortejo
Enobrecida com a intenção
Que
me punha a celebrar
O
momento presumívelDe uma fêmea adentrar
Leito afoito, imprescindível
Calam vozes apressadas
Rasgos, seios descobertos
Descompassam mãos atadas
Transgredindo ânsia e vetos
Desnudados no tempero
De odores excitantes
Sob toques de arteiro
Penetrei dedos vibrantes
Geme a fêmea, tesa o macho
Movimento, rico em ritos
De magia sem despacho
Avoluma
membro atento
Ofertado
em rebeldiaNa procura da vadia
Personagem do momento
Esses corpos revelados
Amaciam movimentos
Frenéticos, assoberbados
De prazer, ora sedentos
Dançam línguas pelo cio
Degustando seus rebentos
Mais que sexo em desafio
Era amor, coito e alentos
A
volúpia assim dizia
Era
gozo em propulsãoA fêmea formosa e sadia
Fez de mim revelação
Luiz Tabet - Poetábet
**************
*********************************************
Objeto
da Manipulação
Inspirado
que me faço
Dei
início a certos passos
Incerto
na métrica da cria
Era
quase eu... já não me via
Inspirado
e dominado
Instrumentado
pelo duo
Me
senti obcecado
A
entender este conluio
Pela
guia inspirado
Eu
me vi obstinado
Por
saber quem me conduzia
Na
volúpia que seduzia
Atos
pródigos de domínio
Desperfilavam
a imagem
Que
maculava o raciocínio
Voz
da pura sacanagem
Delirava-me
os sentidos
Nos
passos que vislumbrei
A
guia em meus ouvidos
Sussurrava
o que não sei
Só
sei que desnudado
Objeto
da manipulação
Do
falo que fora sugado
Extasiei
na ilusão.
Luiz
Tabet – Poetábet
***************
***********************************************
Viajei
na Ilusão...
Lá
estava eu
Inteiro...
não completo
Na
maturidade do Ser
sem
ser... desperto
A
perceber o lugar
Aparte,
em meu mundo...
Olhar
de sentidos
desatentos
de pormenores
A
dimensão da percepção,
era
a de absorver presenças...
sem
tocá-las em seus íntimos
Fincado
onde me encontrava
Tinha
mira em alerta
Era
um bote em espera
Aguçado
no odor
da
presa que se espera...
Ela
caminhava em sombras
Fugidia
da beleza
se
escondia de minha sorte
Intenso
que me via
a
um passo da ilusão
de
contornos que seduziam
o
mais mordaz dos predadores
Eram
mundos distintos,
vedados às palavras
Engasgado
em meu desejo,
abracei
a rebeldia
Ao
tocá-la em seu íntimo,
na
penumbra que havia
Ao
senti-la entre pernas
meu
volume lhe rasgava
Em
meio protuberante
que
a anca - de costas - vibrava
Contorcida
na busca do toque
Projetava
lábios carnudos,
inflados
na busca do beijo...
Rasgados
na carne
Revelados
no tesão
Umedecidos...
Escorria
em cortejo,
o
fel que entre pernas colava
Nossos
olhos nada mais viam,
os
que ao redor percebiam...
A
nossa volúpia de intenções
Infindo
espaço de sensações...
Escandalizavam
a inveja...
Do
cálido, enfervecido instante...
Desnudado
de minh'alma
Voltado
para mim mesmo
Vi
partir, inebriante odor
de
um sexo, ali quase feito
Eu
estava completo... voltei... quase refeito.
Luiz
Tabet – Poetábet
***************
*********************************************
Você...
só você
Ei!...
Você
É!...
Você mesma
Não
se assuste
Eu
já estou assustado
Você
é meu embuste...
De
um Ser despreparado
Não
fique surpresa
Estou
vitimado
Te
desejo desesperadamente...
Inconsciente
Você
é meu pecado
Por
favor... não olhe assim!...
Olhar
sem direção
Fixada
que te faço
Fincada
em minha obsessão
Sinto
a frio, gélida postura
Sim!...
Você mesma!
Por
que me deixas na loucura?
Quero
a ti, mais que a mim mesmo
Rouba-me
a identidade...
Sem
nada dizer em aceno
Limito-me
na bravura
de
arrancar-te um beijo
Quero
teu corpo na fissura
Desnudada
que já estás... antevejo
Evita-me
nesta cura
Com
perfil de negação
Nada
impede que te veja nua
Larápio
que sou,
em
delito de compostura
Segue
rumo... Por Deus!
Você...
só você
Pois
já me vou...
Afogar
meu desespero...
desta
utópica relação
Eufórico
que estou
Fruto
de uma vadia
Dominou-me
o coração
Cego
e mouco... eu partia
Luiz
Tabet - Poetábet





Meu caro Luiz, é um prazer sentir a poesia numa das suas facetas mais dificeis, com tamanha mestria. Escrever eróticamente, é a mestria de percorrer uma linha ténue que pode descambar para a vulgaridade ou para o inócuo. O meu caro amigo mantem-se no trilho dessa linha ténue, mas que quendo conseguida é de enorme beleza.
ResponderExcluirEstá convidado para me visitar em http://rzorpa-aflordapele.blogspot.pt/ . Será u prazer recebê-lo! Abraço